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🌿 Para famílias palestinas, a época da colheita deveria sustentar o ano — mas relatos de violência e restrições transformam o trabalho no campo em risco constante.

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🌿 Na Cisjordânia ocupada, a colheita de azeitonas começou sob relatos de ataques de colonos e restrições militares ao acesso às plantações. Para muitas famílias palestinas, o período que garante renda virou uma travessia de medo. 🧵

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A cena se repete todos os anos: famílias chegam aos olivais para colher o fruto de meses de trabalho — e encontram caminhos bloqueados, árvores danificadas ou a ameaça de violência. Azeitona não é só alimento: é renda, memória e vínculo com a terra.

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Segundo a Amnesty International, ataques ocorridos no fim de semana atingiram moradores de Khirbet Abu Falah e Taybeh, na região de Ramallah. Uma fotojornalista do Washington Post e uma delegação de diplomatas europeus também teriam sido alvo.

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A organização afirma que roubos e destruição de colheitas, somados às limitações impostas pelo Exército israelense para entrar nos olivais, provocam perdas econômicas profundas. Quando uma safra falha, a crise alcança toda a família — e dura muito além da estação.

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O ponto central da denúncia é que esses episódios não devem ser tratados como casos isolados. A Amnesty atribui a escalada a um contexto de expansão de assentamentos e falta de responsabilização, pedindo ação concreta da comunidade internacional.

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A disputa também passa pelo que o mundo escolhe enxergar. Proteger agricultores, jornalistas e missões diplomáticas não é um detalhe: é defender civis e garantir que o trabalho no campo não seja substituído pelo medo. Em cada oliveira perdida, há uma história interrompida.

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