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Resumo em 10 segundos

Violência e protestos interromperam linhas em Mirantes de Periperi e Vale das Pedrinhas. Para quem depende do coletivo, não é só atraso: é rotina suspensa. 🚌

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Em Salvador, dois pontos do mapa ficaram mais distantes nesta quinta (29): Mirantes de Periperi e Vale das Pedrinhas tiveram o transporte público suspenso após violência e manifestações. 🚌🧵

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A cena em Mirantes de Periperi resume o bloqueio: ônibus não conseguiram chegar ao terminal. Os que já estavam na estação também não puderam sair, impedidos pelos protestos da comunidade.

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No Vale das Pedrinhas, novas ocorrências de violência levaram outra vez à interrupção. A região tinha passado quatro dias sem ônibus recentemente — e, antes que a rotina se recompusesse, o serviço parou de novo.

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Para quem olha de longe, pode parecer apenas uma linha temporariamente fora de operação. Para quem mora ali, significa faltar ao trabalho, perder consulta, adiar estudo e depender de trajetos mais caros ou mais longos.

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A Semob informou que a falta de segurança impediu a continuidade da operação. Motoristas e cobradores não podem ser expostos ao risco, mas moradores também não deveriam pagar com isolamento pela crise de segurança.

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O número dá dimensão ao problema: em 2025, Salvador registrou 73 interrupções de ônibus ligadas à violência — uma a cada cinco dias. É o maior índice do país, segundo os dados apresentados.

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Mobilidade não é só asfalto, terminal e frota. É acesso à cidade. Quando o coletivo deixa de circular, direitos básicos ficam mais longe — e a solução exige segurança pública, diálogo e planejamento que cheguem aos bairros.

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