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Resumo em 10 segundos

Cortes na assistência ao desenvolvimento abrem uma lacuna gigantesca — e colocam filantropia, inovação social e comunidades no centro das soluções. 🌍💡

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Cortes no financiamento da assistência ao desenvolvimento podem estar ligados a até 9,4 milhões de mortes até 2030, segundo estudos citados em pesquisa da USP. 🌍🧵 A pergunta de negócios e impacto é enorme: quem preencherá essa lacuna?

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Com parte dos recursos realocada pelo Departamento de Estado dos EUA, filantropias ganharam ainda mais atenção. A Fundação Bill e Melinda Gates, segundo dados atualizados até 2025 citados no estudo, tornou-se a maior financiadora da OMS.

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Esse movimento tem nome: filantrocapitalismo. É quando grandes fortunas levam métodos, métricas e motivações de mercado para a filantropia. Pode acelerar inovação e escala — especialmente em desafios urgentes de saúde.

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Mas escala não basta. Quando poucos atores concentram muitos recursos, prioridades públicas podem ficar excessivamente dependentes de decisões privadas. Transparência, participação local e coordenação com governos são essenciais para gerar impacto duradouro.

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A grande lacuna de conhecimento está no Sul Global. Boa parte das pesquisas sobre filantrocapitalismo olha para países ricos, embora os efeitos mais decisivos dessa forma de financiamento ocorram também em nações de renda média e baixa.

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É aí que entra a pesquisa de Luiza Witzel Farias, em doutorado conjunto USP–King’s College London, com apoio da Fapesp. O trabalho mapeia estudos de caso publicados entre 2000 e 2025 em diferentes setores do desenvolvimento.

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A oportunidade é construir modelos mais plurais: filantropia responsável, empreendedorismo social, investimento de impacto e estratégias comunitárias trabalhando junto a sistemas públicos fortes. Saúde global não deveria depender de uma única fonte — e sim de cooperação inteligente.

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