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Resumo em 10 segundos

🧠 Edital vai apoiar 10 coletivos com recursos, formação e acompanhamento por três anos — onde o acesso ao cuidado costuma ser mais difícil.

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🧠 A Fundação Tide Setubal vai investir R$ 2 milhões em iniciativas de saúde mental nas periferias de São Paulo. O edital Territórios Clínicos selecionará 10 organizações ou coletivos, com R$ 200 mil para cada um — e apoio por 3 anos. 🧵

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Como funciona? Podem se inscrever organizações da sociedade civil, grupos e coletivos que atuem no estado de SP, inclusive sem CNPJ. A proposta reconhece que o cuidado em saúde mental também nasce da atuação comunitária, perto de onde as pessoas vivem.

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O recurso não é só um repasse pontual: cada iniciativa selecionada receberá formação e acompanhamento técnico durante três anos. Isso ajuda a criar projetos mais duradouros, capazes de atender, formar profissionais e compartilhar conhecimento local.

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Por que olhar para as periferias? Desigualdade de renda, racismo, sexismo, violência e trabalho precarizado podem se acumular no cotidiano e agravar o sofrimento psíquico. Cuidar da saúde mental exige considerar essas condições, não apenas o diagnóstico.

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A demanda é enorme: a OMS estima que mais de 1 bilhão de pessoas convivam com transtornos mentais no mundo. No Brasil, licenças médicas ligadas à ansiedade e à depressão cresceram 68% em 2024, ante o ano anterior.

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O SUS e a Rede de Atenção Psicossocial são a base do cuidado público, mas enfrentam uma procura crescente. Fortalecer coletivos territoriais pode complementar essa rede — sem substituir a responsabilidade do poder público de ampliar o acesso universal.

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Desde 2021, o Territórios Clínicos já apoiou 17 organizações. Com esta edição, o programa deverá mobilizar cerca de R$ 4,8 milhões. A lição é direta: escutar os territórios e financiar quem já cuida pode tornar a saúde mental mais acessível e efetiva.

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