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CPMI investiga repasses atípicos do INSS para empresas ligadas a assessor da Conafer — o rombo chega a R$ 284,5 milhões 😳💸

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CPMI ouve Cícero Marcelino, apontado como assessor ligado à Conafer — empresas dele, da esposa e de um sócio teriam recebido R$ 284,5 milhões de verbas que passaram pela entidade investigada pelo INSS 🧾💸 🧵

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Os números são cruéis: entre jul/2022 e mai/2024 o INSS repassou R$ 376,5 milhões à entidade. Relatórios apontam que 76% desse total (R$ 284,5 mi) foram pra empresas de pessoas próximas ao presidente Carlos Roberto Ferreira Lopes — transferências consideradas atípicas.

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Um ponto alarmante: parte dos negócios chegou a beneficiar cadastrados do Bolsa‑Família. Ou seja, recursos que deveriam proteger famílias em vulnerabilidade podem ter sido desviados por circuitos financeiros opacos. Isso mexe direto com a proteção social.

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A investigação envolve CPMI e Polícia Federal. Há menção a sócios, contador e operações entre entidades associativas e empresas ligadas a dirigentes. Em apurações assim, prisões e medidas cautelares ocasionalmente ocorrem durante depoimentos — sinal de gravidade.

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Como isso funciona na prática? O INSS repassa para uma entidade associativa que diz gerir benefícios; depois parte desses recursos vão pra empresas privadas relacionadas aos dirigentes. Falta de transparência + ausência de auditoria = risco sistêmico.

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Consequências prováveis: investigação criminal, pedidos de devolução de valores, bloqueio de bens e desgaste institucional da Conafer. Mas o maior impacto é social — quem depende do Bolsa‑Família e dos benefícios previdenciários pode sofrer com essa cadeia de desvios.

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Reflexão final: quando 76% dos repasses a uma entidade viram receita de empresas ligadas aos líderes, a lição é clara — precisamos de mais transparência, controles efetivos e políticas que protejam quem depende do Estado. Recursos públicos não podem virar lucro privado.

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