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Resumo em 10 segundos

A Universidade do Missouri foi escolhida para apoiar o ITER, o ambicioso projeto internacional de fusão. ⚛️ O desafio não é só científico: é também político, industrial e climático.

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Um reator universitário dos EUA foi escolhido para ajudar no ITER, projeto que reúne potências globais para tentar construir a maior máquina de fusão nuclear do mundo. ⚛️🧵

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Às vésperas de completar 60 anos, o University of Missouri Research Reactor superou propostas de outras 26 universidades. Ele fará experimentos nucleares por meio de um acordo com o Princeton Plasma Physics Laboratory.

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O ITER busca reproduzir, de forma controlada, o processo que alimenta o Sol: fundir núcleos atômicos para liberar energia. A promessa é enorme, mas ainda não existe uma usina comercial de fusão operando no planeta.

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O projeto envolve China, União Europeia, Índia, Japão, Coreia do Sul, Rússia e EUA. Em tempos de rivalidade geopolítica, essa lista revela algo relevante: certos desafios científicos ultrapassam fronteiras — mesmo que a cooperação seja lenta e cheia de atritos.

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Mas é preciso calibrar a euforia. O ITER é um experimento, não uma solução imediata para a crise climática. Cortar emissões agora exige renováveis, eficiência energética, redes elétricas modernas e políticas públicas que reduzam desigualdades no acesso à energia.

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A escolha de um reator universitário também expõe uma questão estratégica: quem controla a infraestrutura científica controla parte do futuro energético. Financiar universidades e pesquisa pública ajuda a evitar que tecnologias decisivas fiquem concentradas em poucos grupos privados.

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Se a fusão se tornar viável, poderá transformar a matriz energética mundial. Até lá, o maior teste do ITER talvez seja provar que cooperação internacional, investimento público contínuo e rigor científico podem sobreviver às disputas entre países.

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