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🌍 Prefeitura prepara roadshow internacional com projetos de até R$ 22 bilhões. A pergunta é: investimento privado transforma o Rio ou só valoriza terrenos?

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O Rio quer buscar “vários bilhões” com investidores estrangeiros logo após as eleições. 🌍🧵 No portfólio: projetos urbanos, tecnologia, hotéis e áreas verdes. Mas quem define as prioridades quando terrenos públicos entram na mesa?

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A Prefeitura anuncia um pacote de mais de R$ 22 bilhões até 2028. Parte dessa estratégia passará por parcerias público-privadas em terrenos municipais. Capital externo é bem-vindo — mas quais contrapartidas concretas o Rio exigirá?

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O Praça Onze Maravilha prevê R$ 1,7 bilhão ao longo de 20 anos, com derrubada do Elevado 31 de Março e novos prédios. Revitalizar pode ser necessário. Mas haverá moradia acessível, comércio local e proteção contra expulsão de moradores?

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Já o Mata Maravilha quer recuperar a área do antigo Moinho Fluminense, na Zona Portuária, com complexo verde, em parceria com Autonomy Capital e Alexandre Allard. “Verde” será parque realmente público ou apenas paisagismo para elevar o valor imobiliário?

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Sidney Levy, da Invest.Rio, cita muito interesse estrangeiro, mas admite os freios: eleições e juros elevados. Se o custo do dinheiro assusta investidores, por que o risco de longo prazo deveria recair só sobre o poder público?

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O roteiro também inclui tecnologia e data centers. Só que o Redata, regime tributário para o setor, está parado no Congresso. Incentivo fiscal sem metas de emprego, energia limpa e formação profissional local seria uma oportunidade desperdiçada?

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A disputa não é entre investir ou não investir. É sobre as regras: transparência nos contratos, retorno social mensurável, infraestrutura para os bairros e participação de quem vive nas áreas afetadas. Bilhões impressionam; legado é o que importa.

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