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A eletrificação da maior frota de ônibus do país esbarra num obstáculo invisível: a capacidade da rede elétrica. ⚡🚌

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São Paulo mira 3.300 ônibus elétricos até o fim da gestão Ricardo Nunes. 🚌⚡ Mas, nos bastidores, a Prefeitura reconhece um risco: a rede elétrica pode não suportar o ritmo de recarga nas garagens. 🧵

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A cena ajuda a entender o tamanho do desafio: dezenas — ou até centenas — de ônibus conectados ao mesmo tempo, durante a madrugada, para sair rodando ao amanhecer.

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Segundo Alessandro Bender, coordenador das políticas climáticas do município, uma garagem nessa escala pode sobrecarregar a rede de um bairro inteiro. Não basta comprar o veículo: é preciso preparar a energia que o move.

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É o lado menos visível da transição: ônibus sem escapamento reduzem ruído e poluição nas ruas, mas exigem subestações, reforço de cabos, planejamento de demanda e recarga inteligente nas garagens.

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O ponto crítico é a concessionária. A Enel controla a distribuição de energia na capital desde 2018 e já enfrentou apagões prolongados nos últimos dois anos. A Aneel chegou a discutir a cassação da concessão.

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Para quem depende do ônibus todos os dias, eletrificar não pode significar um sistema mais vulnerável. Frota, operadores, Prefeitura e distribuidora precisam sincronizar obras, investimentos e cronogramas antes de ligar milhares de carregadores.

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A meta de 3.300 elétricos é ambiciosa — e necessária para limpar o ar da cidade. Mas ela deixa uma lição: mobilidade sustentável não se instala só na garagem. Ela começa na infraestrutura que ninguém vê. ⚡

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