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Resumo em 10 segundos

🛰️ A GRACE-FO mede mudanças minúsculas na gravidade da Terra e expõe, em números, como Antártica e Groenlândia estão elevando os mares. 🌊

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🛰️ Dois satélites da NASA estão pesando a água que se move pela Terra — e o resultado é alarmante: cerca de 2/3 da elevação do nível do mar vêm do derretimento de geleiras e calotas. 🧵

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A missão GRACE-FO não “vê” o gelo como uma câmera comum. Ela mede mudanças no campo gravitacional terrestre: quando grandes massas de água ou gelo se deslocam, a gravidade muda sutilmente — e a distância entre os satélites denuncia isso.

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O dado acumulado é mais fácil de visualizar: entre 1993 e 2023, o nível global do mar subiu 11,1 cm. A descrição cita 0,3 mm/ano, mas esse valor não fecha com o acumulado; a média implícita é próxima de 3,7 mm/ano. Precisão importa.

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De 2002 a 2023, a Antártica perdeu cerca de 150 gigatoneladas de gelo por ano, elevando o mar em 0,4 mm/ano. A Groenlândia perdeu aproximadamente 270 gigatoneladas anuais: mais 0,8 mm/ano. Não é uma projeção: é massa medida do espaço.

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O outro 1/3 da alta não exige gelo derretendo: água mais quente ocupa mais volume. É a expansão térmica dos oceanos. Ou seja, o aquecimento eleva os mares por duas vias simultâneas — e a GRACE-FO ajuda a separar essas assinaturas físicas.

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A missão é uma parceria NASA–Centro Alemão de Pesquisa em Geociências: dois satélites separados por ~200 km mapeiam mensalmente a gravidade do planeta. Astronomia aplicada à Terra transforma variações invisíveis em evidência para entender um risco muito concreto.

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