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Resumo em 10 segundos

Pelotas e cidades vizinhas colocaram saber popular, SUS e emergências climáticas na mesma mesa. Quem fica de fora quando a saúde não escuta o território? 🩺🌿

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Saúde se constrói apenas em hospitais e consultórios? 🩺🧵 Pelotas, Rio Grande, São José do Norte e São Lourenço do Sul se reuniram no I Seminário de Educação Popular em Saúde do Extremo Sul para colocar outra resposta em debate.

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A proposta é simples na teoria — e desafiadora na prática: reconhecer que comunidades também produzem conhecimento sobre cuidado, prevenção e riscos à saúde. Por que esse saber ainda costuma ser tratado como secundário?

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O encontro discutiu como implementar a política de Educação Popular em Saúde na região, compartilhando vivências entre municípios. Se os problemas atravessam fronteiras, faz sentido cada cidade tentar resolvê-los isoladamente?

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A articulação reforça o SUS como espaço de escuta e participação, não apenas de atendimento. Mas participação popular é real quando as decisões já chegam prontas, ou exige poder efetivo para as comunidades influenciarem as prioridades?

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Também foi lançado o Guia de Vigilância Popular em Saúde e Emergências Climáticas. Em uma região impactada por eventos extremos, quem percebe primeiro a água contaminada, a falta de acesso ou o avanço de doenças: o gabinete ou o território? 🌧️

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Para Vera Neto, da Vigilância em Saúde, a troca entre gestões qualifica o trabalho das equipes. Para Bruna Abbud, planejamento, cuidado e práticas educativas dependem de ação intersetorial. Saúde consegue avançar sem essa cooperação?

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O seminário deixa uma pergunta decisiva: vamos tratar a população só como destinatária das políticas ou como parte de quem as cria? Fortalecer o SUS também é transformar experiência vivida em prevenção e cuidado coletivo.

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E aí, o que você achou?