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🗳️ Lula e Flávio Bolsonaro miram os estados onde a disputa pelo governo já acabou. Entenda por que isso pode pesar na eleição presidencial.

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🗳️ Lula e Flávio Bolsonaro entram na reta final com um desafio além da disputa por votos: levar eleitores às urnas nos estados sem 2º turno para governador. É aí que São Paulo, Minas e Rio ganham peso extra. 🧵

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Por que isso importa? Quando há eleição para governador no mesmo dia, candidatos locais, prefeitos e lideranças montam uma estrutura maior de rua: carreatas, comitês, transporte legal de eleitores e mobilização de base. Sem essa disputa, a campanha pode perder capilaridade.

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Os três maiores colégios eleitorais — SP, MG e RJ — já definiram seus governos no 1º turno, segundo a reportagem. E todos deram vantagem a Flávio Bolsonaro na etapa inicial. Para ele, o desafio é preservar essa vantagem sem a energia das campanhas estaduais.

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A preocupação não é exclusiva de um lado. Pesquisa Quaest citada pela Folha aponta que, entre quem anulou, votou em branco ou se ausentou no 1º turno, 43% dizem votar em Lula e 38% em Flávio. Essa faixa pode influenciar uma disputa apertada.

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As estratégias mostram a disputa pela atenção: a campanha de Flávio aposta em governadores eleitos, comícios e no canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”. Do lado de Lula, a mobilização em redes e nas ruas ganhou força, com o “Exército do Lula”, articulado por André Janones.

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Mas abstenção não é uma equação automática. Em 2022, ela caiu levemente do 1º para o 2º turno: de 20,9% para 20,5%. Já em 2014 e 2018, subiu. O resultado depende de informação confiável, acesso ao local de votação e campanhas que respeitem a autonomia de cada eleitor.

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A lição é simples: em um 2º turno, não basta convencer — é preciso garantir que a participação seja viável e segura para todos. Transporte, combate à desinformação e fiscalização eleitoral podem fazer tanta diferença quanto um grande ato de campanha.

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