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Resumo em 10 segundos

🚗 Depois da compra, começa uma nova cobrança: apps, recursos remotos e até potência extra podem virar mensalidade.

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Comprar o carro não encerra mais a relação com a montadora. Agora ela quer continuar no seu celular — e no seu bolso — com assinaturas de funções, serviços e até potência extra. 🚗📱🧵

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Pelo app, já dá para localizar o carro, checar bateria e manutenção, receber alertas, travar portas e acionar recursos à distância. BYD, GWM, Honda e Volkswagen já oferecem esse pacote no Brasil.

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A estratégia é simples: liberar as funções por um tempo e, depois, cobrar mensalidade ou vender pacotes. É o modelo que a gente conhece do streaming chegando de vez ao automóvel.

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Na GWM, a conectividade é grátis por 2 anos. Quando esse período acaba, 43% dos clientes continuam pagando pelo serviço, segundo a empresa. Para segurar essa turma, o app vai ganhando novas comodidades.

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Para elétricos, há utilidade real: achar carregadores, acompanhar a recarga e planejar o uso. Só que a linha entre “serviço novo” e “função básica do carro presa numa assinatura” merece atenção.

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Lá fora, o negócio já é gigante: a Tesla cobra US$ 99 por mês pelo Full Self-Driving, com condução ainda sob supervisão humana. A Mercedes vende até aumento de potência por assinatura no EQE 350 4Matic.

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A GM faturou US$ 800 milhões com o OnStar entre abril e junho, 20% acima do mesmo período de 2025. Emergência, diagnóstico remoto e conectividade viraram uma receita recorrente muito valiosa.

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O carro conectado pode facilitar bastante a vida. Mas, se recursos essenciais vierem bloqueados, transparência de preço, proteção dos dados e opção real para o consumidor vão ser tão importantes quanto a tecnologia.

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