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Resumo em 10 segundos

Uma investigação em João Pessoa acende um alerta sério sobre estética clandestina e riscos que podem ser irreversíveis. ⚠️🧬

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Uma mulher foi presa em João Pessoa, suspeita de exercer medicina ilegalmente e aplicar silicone de construção nos glúteos. ⚠️ O caso não é “só estética”: envolve materiais que o corpo não foi feito para receber. 🧵

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Silicone usado na construção civil não é um produto médico injetável. Ele não passa pelos mesmos testes de biocompatibilidade, pureza e segurança exigidos para qualquer material que vai entrar em contato com o organismo.

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Quando uma substância inadequada é injetada, o corpo pode reagir com inflamação intensa, infecções, necrose — morte do tecido —, deformações e migração do material para outras regiões.

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E tem um risco ainda mais grave: partículas podem alcançar a circulação e provocar embolia, comprometendo pulmões, coração ou cérebro. Às vezes a reação aparece na hora; em outros casos, surge meses ou anos depois.

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O desejo de mudar o corpo é legítimo. O problema é um mercado clandestino que vende procedimentos como rápidos e baratos, mas esconde riscos enormes — especialmente quando faltam informação, acompanhamento médico e fiscalização.

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Procedimentos estéticos invasivos precisam de profissional habilitado, ambiente regularizado, produtos aprovados pela Anvisa e plano para lidar com emergências. Desconfie de promessas milagrosas, preço muito abaixo do mercado e aplicações em casas ou hotéis.

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Ciência e saúde não deveriam ser luxo: acesso a orientação confiável, fiscalização sanitária e atendimento seguro protege pessoas antes que uma escolha estética vire uma emergência. Nesse assunto, “barato” pode custar caro demais.

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