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♻️ Em Erechim, resíduos têxteis que poderiam levar séculos para se decompor viram matéria-prima para a indústria. A operação já processa até 5 toneladas por mês.

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Resíduos de poliéster e poliamida, materiais que podem levar em média 300 anos para se decompor, estão ganhando novo destino no RS. ♻️🧵 A startup Libértecce transforma sobras têxteis em massa plástica para novos produtos.

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A empresa, nascida em Erechim e ancorada no Instituto Aliança Hub, em Passo Fundo, usa reciclagem termomecânica: os tecidos sintéticos são moídos ou desfibrados e depois convertidos em pellets — pequenas esferas de plástico.

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Esses pellets viram matéria-prima para brindes, troféus, porcelanato têxtil e pavers, os blocos usados em pavimentação. O paver têxtil, segundo a startup, absorve menos umidade e tende a ter maior resistência à ação do tempo.

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O processo foi desenvolvido pelo empreendedor João Carlos de Andrades ao longo de cerca de 10 anos. Em 2019, a Libértecce chegou ao método atual e patenteou a tecnologia. O investimento em equipamentos e desenvolvimento soma R$ 5 milhões.

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Hoje, a operação processa de 3 a 5 toneladas de material por mês, embora o pavilhão de 700 m² tenha capacidade para 10 toneladas. A equipe é formada por cinco trabalhadores.

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Os resíduos chegam por dois canais: indústrias de confecção, calçados, móveis e automóveis podem enviar sobras de produção; prefeituras podem destinar roupas pós-consumo e receber materiais como pavers em troca.

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A Libértecce atende clientes no RS, SC, SP e MT. O desafio de escalar é também estruturar coleta e separação de têxteis: sem logística adequada, roupas sintéticas continuam indo para aterros ou descarte irregular.

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O caso mostra o potencial econômico da economia circular: transformar um passivo ambiental em insumo industrial. A capacidade instalada ainda ociosa indica espaço para ampliar a reciclagem têxtil — e reduzir o desperdício de materiais de longa duração.

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