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🚗 A dona de Fiat, Jeep e Ram adapta engenharia e parcerias a regras, demanda e política industrial cada vez mais diferentes.

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A Stellantis enxerga hoje um mercado automotivo partido ao meio: EUA de um lado; o resto do mundo, de outro. 🚗🧵 Segundo o CEO Antonio Filosa, regras, demanda e alianças industriais estão levando a estratégias distintas.

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A divisão tem impacto direto no desenvolvimento de veículos. Os EUA são a principal fonte de lucro do grupo, que reúne marcas como Fiat, Jeep e Ram, mas têm exigências regulatórias e perfil de consumo diferentes dos demais mercados.

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Nos Estados Unidos, a Stellantis afirma depender integralmente de engenharia e desenvolvimento locais. A decisão busca adaptar produtos ao mercado americano e reduzir a exposição a restrições políticas envolvendo parceiros estrangeiros.

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Fora dos EUA, especialmente na Europa, o grupo avança em parcerias com montadoras chinesas, como Leapmotor e Dongfeng. A ideia é compartilhar plataformas, tecnologia e escala em um setor pressionado pela transição elétrica.

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Filosa disse que essas alianças não têm como objetivo criar modelos para os EUA. Ainda assim, acordos entre fabricantes ocidentais e chinesas viraram tema sensível na política industrial americana.

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O caso da Ford ilustra o ambiente: autoridades do governo Donald Trump criticaram a joint venture da marca com a Geely na Europa, sob o argumento de que a parceria ajudaria a expansão global das montadoras chinesas.

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Para as montadoras, o desafio é equilibrar custo, inovação e acesso a tecnologias sem fragmentar demais a produção. Para consumidores, essa divisão pode afetar preços, variedade de modelos e a velocidade da eletrificação em cada região.

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A indústria global já não opera sob uma única lógica. Quanto mais EUA, Europa e China seguirem regras e cadeias próprias, mais caro e complexo será produzir carros globais — e maior será o peso das parcerias estratégicas.

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