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A decisão pode mexer com planejamentos societários, caixa de municípios e disputas imobiliárias. O ponto decisivo: imunidade não é salvo-conduto para fraude. 🏢⚖️

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O STF fixou um entendimento sobre a imunidade de ITBI que pode repercutir em mais de 6 mil ações nos tribunais estaduais. 🏢⚖️ A discussão vai muito além de uma guia de imposto: envolve estruturação de empresas, imóveis e arrecadação municipal. 🧵

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ITBI é o imposto municipal cobrado, em regra, na transmissão onerosa de imóveis. A imunidade tributária pode afastar essa cobrança em situações previstas na Constituição — especialmente relevantes para reorganizações e operações societárias.

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O ponto central da decisão: a proteção constitucional não pode ser usada como atalho para uma operação artificial. O STF ressalvou casos de simulação ou fraude à lei destinados a usufruir indevidamente da imunidade.

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Na prática, isso cria uma fronteira delicada. Planejamento tributário legítimo organiza negócios dentro da lei; fraude tenta apenas dar aparência jurídica a uma transferência feita para escapar do imposto. A diferença depende dos fatos e das provas.

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Para municípios, o julgamento pode afetar receitas ligadas ao mercado imobiliário. Para empresas e famílias, reduz incertezas — mas também exige documentação sólida. Fiscalização consistente é melhor que cobranças automáticas ou interpretações arbitrárias.

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Com mais de 6 mil processos potencialmente alcançados, o efeito não será só financeiro: tribunais terão de revisar teses e provas caso a caso. A imunidade protege operações legítimas; a ressalva contra fraude protege a própria credibilidade do sistema tributário.

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