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Resumo em 10 segundos

SUS realizou 60% dos exames de imagem em 2023, mas quem tem plano faz o dobro por pessoa 🩺📊

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SUS realizou 60% dos principais exames de imagem em 2023 — mais de 101 milhões — mas o acesso segue desigual: usuários de planos fazem cerca do dobro de procedimentos por pessoa 🩺📊🧵

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O Atlas da Radiologia 2025 calculou a densidade: 1.323 exames por 1.000 beneficiários em planos x 634 por 1.000 usuários do SUS. Isso não é só estatística — traduz diferenças reais no diagnóstico e no acompanhamento clínico.

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As desigualdades por modalidade são chocantes: mamografia 3,54x mais em planos; ressonância magnética 13x mais. Traduzindo: exames essenciais para detecção precoce e casos complexos ficam concentrados fora do sistema público.

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Houve avanços: entre 2014 e 2023 o SUS aumentou a densidade de vários exames e reduziu o IDPP (raio‑x, ultrassom, tomografia e ressonância). Mesmo assim, gaps persistem — especialmente onde falta equipamento e profissionais.

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Por que isso acontece? Concentração de aparelhos em grandes polos, incentivos financeiros do setor privado, filas e gargalos na regulação. Soluções possíveis: descentralizar tecnologia, tele‑radiologia, unidades móveis e formação de pessoal.

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Além de ampliar equipamentos, é preciso repensar fluxos de atendimento: triagem eficaz, prioridade para rastreamento (ex.: mamografia), e monitoramento por indicadores como o IDPP para direcionar políticas públicas e investimentos.

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Reflexão final: o SUS sustentou a maioria dos exames em 2023 — prova de capacidade — mas a persistente diferença de acesso revela falhas estruturais. Democracia em saúde exige não só cobertura, mas equidade real no diagnóstico.

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