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Resumo em 10 segundos

A ideia de transporte público gratuito já estava no Congresso desde 2023 — e agora pode andar junto com a proposta enviada pelo governo. 🚌

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Tarifa zero no transporte pode entrar de vez no centro do debate em Brasília 🚌🧵 Luiza Erundina pediu que uma PEC criada por ela em 2023 tramite junto da proposta enviada pelo governo Lula em 2026.

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A diferença é importante: a PEC do governo prevê usar parte das emendas parlamentares obrigatórias para bancar a gratuidade no transporte coletivo urbano. É uma fonte de recurso, mas não cria tarifa zero automaticamente.

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Já a PEC 25/2023, assinada por Erundina, Erika Kokay, Professora Luciene Cavalcante e outros parlamentares, vai além: propõe um Sistema Único de Mobilidade para organizar regras e financiamento do transporte no país.

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Hoje, boa parte do custo do ônibus cai direto na catraca. Na prática, quem depende do transporte para trabalhar, estudar ou acessar serviços paga uma conta pesada todo mês — mesmo quando o serviço deixa a desejar.

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A proposta de 2023 também abre espaço para uma contribuição pelo uso do sistema viário. A lógica é simples: reduzir a dependência da tarifa paga pelo passageiro e dividir melhor o financiamento da mobilidade urbana.

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Erundina quer o apensamento porque os temas conversam entre si. Analisar as duas PECs juntas pode evitar decisões desencontradas e ampliar a discussão sobre como financiar transporte acessível sem improviso.

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Como a PEC de Erundina é mais antiga, ela teria prioridade na tramitação. Mas o pedido ainda depende da Presidência da Câmara. E vale lembrar: PEC não vira regra do dia pra noite — precisa avançar por várias etapas.

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No fim, tarifa zero não é só sobre não pagar passagem. É sobre tempo, renda e direito de circular pela cidade. A grande pergunta agora é: o Brasil vai tratar mobilidade como serviço essencial ou continuar deixando a catraca decidir quem chega?

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