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Resumo em 10 segundos

🕊️ Dois anos após serem reconhecidos como prisioneiros de consciência, Félix, Sayli e Roberto continuam atrás das grades em Cuba.

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Três ativistas reconhecidos pela Anistia Internacional como prisioneiros de consciência seguem presos em Cuba dois anos depois. Félix Navarro, Sayli Navarro e Roberto Pérez Fonseca foram condenados por ações pacíficas. 🕊️🧵

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A organização afirma que os três foram privados de liberdade exclusivamente por exercer direitos humanos: protestar, discordar e defender liberdades civis. A questão central não é só jurídica: é até onde o Estado pode criminalizar a crítica.

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Félix Navarro, dissidente e fundador do Partido Pedro Luis Boitel pela Democracia, cumpre pena de 9 anos. É a terceira vez que ele é preso por razões políticas — um padrão que enfraquece qualquer alegação de caso isolado.

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Sayli Navarro, integrante das Damas de Branco, recebeu 8 anos após a repressão que sucedeu os protestos de julho de 2021. Roberto Pérez Fonseca foi condenado a 10 anos por participar pacificamente das manifestações.

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No caso de Roberto, a acusação incluiu imagens dele rasgando uma foto de Fidel Castro. O gesto pode desagradar ou provocar, mas transformar expressão simbólica em uma década de prisão revela uma punição desproporcional.

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A Anistia descreve prisões duras, separação familiar e uso do sistema de Justiça para silenciar vozes críticas. Quando tribunais viram instrumentos de intimidação política, a proteção de direitos deixa de valer para todos.

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Há um ponto que ultrapassa fronteiras ideológicas: nenhum governo deveria tratar protesto pacífico, opinião ou defesa de direitos como crime. A exigência da Anistia é direta: libertação imediata e incondicional dos três.

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Félix, Sayli e Roberto simbolizam uma pergunta incômoda para Cuba e para o mundo: se discordar pode custar 8, 9 ou 10 anos de vida, que espaço resta para participação cidadã real?

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