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Resumo em 10 segundos

💃 Um paciente com câncer realizou o sonho de dançar no hospital. O que essa cena revela sobre dignidade, cuidado e o direito de viver até o fim?

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Um baile charme foi levado para dentro de um hospital no Rio para realizar o desejo de Luiz Carlos, 71 anos, internado com câncer de esôfago. 💃🏥 Por que ainda parece extraordinário garantir alegria a quem está em cuidados paliativos? 🧵

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Luiz queria ir ao Viaduto de Madureira. Como não podia sair, o Hospital Eduardo Rabello improvisou luzes, DJ e pista no centro de estudos. Ele cortou o cabelo, sentou na cadeira de rodas e dançou do seu jeito. Cuidar não deveria incluir também aquilo que dá sentido ao dia?

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A unidade abriu, no fim de agosto, a primeira ala estadual de cuidados paliativos, com 31 leitos. A proposta não é “desistir” do paciente: é controlar sintomas, reduzir sofrimento e preservar autonomia. Por que tanta gente ainda confunde paliativo com abandono?

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O diretor da unidade resume a mudança: olhar mais para a pessoa do que para a doença. Mas o sistema de saúde consegue ouvir desejos, medos, vínculos e preferências — ou só enxerga exames, diagnósticos e leitos disponíveis?

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A urgência cresce: no Rio, o Censo 2022 registrou 121,4 idosos para cada 100 crianças e adolescentes de até 14 anos. Se a população envelhece, por que cuidados paliativos ainda não são amplamente acessíveis, inclusive fora dos grandes hospitais?

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A rede municipal também avançou: o Hospital Ronaldo Gazolla criou uma enfermaria específica, e o Padi acompanhou 294 pacientes paliativos em setembro. Ainda assim, uma pergunta permanece: conforto, acolhimento e acompanhamento em casa podem ser privilégio de poucos?

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Um baile não cura um câncer. Mas pode devolver presença, identidade e memória em meio à doença. Se reconhecemos que viver é mais do que sobreviver, por que a dignidade no fim da vida ainda é tratada como algo extra — e não como parte essencial da saúde?

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