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Resumo em 10 segundos

Em 50 dias de campanha, foram 134 casos de violência política — e mulheres foram alvo em mais da metade deles. 🗳️

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A violência política cresceu na campanha eleitoral brasileira — e as mulheres são as principais vítimas. 🗳️ Em 50 dias até o 1º turno, foram registrados 134 casos; 70 tiveram mulheres como alvo. 🧵

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Vamos traduzir o tamanho do problema: isso equivale a 1 caso de violência política a cada 9 horas durante a campanha. E o levantamento de Terra de Direitos e Justiça Global alerta que o total real pode ser maior, porque há subnotificação.

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Por que o recorte de gênero importa? Mulheres eram cerca de um terço das candidaturas, mas sofreram 52,2% das agressões registradas. Entre os 102 casos contra candidatas e candidatos, elas foram vítimas em 60: 58,8%.

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Não se trata apenas de discordância política. Violência política inclui ameaças, intimidação e ataques que tentam desqualificar ou expulsar pessoas do debate público. As denúncias de ameaça de morte e violência sexual contra Ana Elisa (PT-MG) expõem essa lógica.

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O ambiente digital ajuda a espalhar agressões sistemáticas, mas a violência não fica só na tela: 71 dos 134 casos ocorreram nas ruas. Ou seja, proteger a participação política exige resposta tanto das plataformas quanto das autoridades públicas.

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O dado também mostra uma escalada: no 1º turno de 2022, foram 121 casos; agora, 134. Como muitos episódios não chegam à denúncia por medo ou falta de resposta, a estatística deve ser lida como um mínimo, não como o total.

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Democracia não é só garantir o voto: é assegurar que mulheres possam concorrer, fazer campanha e exercer mandatos sem medo. Investigações ágeis, punição efetiva, acolhimento às vítimas e regras para conter abusos são parte dessa proteção coletiva.

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