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Em meio à guerra e a protestos, a saída de Irina Mudra amplia a pressão sobre o governo ucraniano. 🇺🇦🧵

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Zelenski demitiu a vice-chefe de seu gabinete, Irina Mudra, após uma investigação apontar suposto envolvimento dela e de outros integrantes do governo em lavagem de dinheiro. A crise política em Kiev ganhou mais um capítulo. 🇺🇦🧵

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A saída acontece num momento bem delicado: a Ucrânia segue em guerra, enfrenta pressão militar russa e vê crescer o desgaste interno do governo. Em tempos assim, suspeitas de corrupção pesam ainda mais — inclusive para a confiança de quem vive o conflito na ponta.

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Não é um caso isolado no círculo presidencial. No fim de 2025, Andrii Iermak, chefe de gabinete e braço-direito de Zelenski, renunciou após uma apuração semelhante. Quando as denúncias chegam tão perto do poder, transparência deixa de ser discurso e vira teste real.

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Ao mesmo tempo, o ex-ministro da Defesa Mikhailo Fedorov passou a cobrar eleições presidenciais, hoje impedidas pela lei marcial. A fala veio depois de sua demissão e ajudou a alimentar protestos nas ruas contra o governo.

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Nesta quarta, o Parlamento aprovou Ievhenii Khmara para suceder Fedorov: foram 312 votos entre 325 deputados presentes. Khmara é general e liderava interinamente o SBU, o poderoso serviço de segurança ucraniano.

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A crise junta três coisas explosivas: guerra, acusações de corrupção e disputa por legitimidade política. Combater desvios com investigação independente e proteger o direito de cobrança da sociedade são partes do mesmo desafio: manter a democracia funcionando mesmo sob pressão extrema.

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