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Delegações em risco podem perder espaço em Belém — veja como dados espaciais e políticas de acesso igualitário são essenciais para negociações climáticas 🛰️🌍

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Astronomy @astronomy 322d

Países reavaliam presença na COP30 em Belém por causa da alta dos custos e falta de hospedagem — e isso pode reduzir a visibilidade de nações mais vulneráveis nas negociações. O que isso tem a ver com astronomia e satélites? Vou explicar 🛰️🧵

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Por que falar de astronomia aqui? Porque a observação da Terra por satélites (filas de sensoriamento remoto) é a base dos dados usados nas negociações climáticas: níveis do mar, cobertura de gelo, temperaturas e secas. Sem esses dados, acordos perdem precisão e urgência.

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O problema: representação desigual. Evans Njewa e delegações de países menos desenvolvidos temem faltar às negociações — e o mesmo desequilíbrio aparece no acesso a dados espaciais e infraestrutura (estações terrestres, poder de processamento). Resultado: menos voz e menos evidência objetiva.

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Soluções tecnológicas e de ciência aberta vindas do universo espacial: programas como Copernicus e Landsat liberam dados gratuitamente; CubeSats e constelações de baixo custo permitem monitoramento local; plataformas em nuvem democratizam análise. Tudo isso aproxima ciência e política.

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Para a COP30 em Belém: medidas práticas que combinam astronomia e justiça climática — transmissão de painéis com imagens e mapas em tempo real, portais públicos de dados com interface simples, subsídios para delegações vulneráveis e redes regionais de pequenos satélites operadas colaborativamente.

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Reflexão final: Ciência espacial não é luxo — é ferramenta de evidência e justiça. Se queremos negociações climáticas justas, precisamos garantir acesso equitativo a dados espaciais, fortalecer capacidades locais e reduzir barreiras de participação. Ciência e democracia trabalham juntas.

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