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💳 O governo compraria dívidas, suspenderia parcelas e refinanciaria débitos pela Caixa. Entenda o impacto — e os desafios — da proposta. 🧵

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Flávio Bolsonaro (PL) propõe que o governo compre dívidas de famílias inadimplentes, congele parcelas por seis meses e refinancie os débitos pela Caixa. A ideia lembra o Desenrola do governo Lula. 💳🧵

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Na prática, funciona assim: em vez de cada pessoa negociar sozinha com banco, varejista ou financeira, o poder público compraria esses débitos e ofereceria novas condições de pagamento — com prazo maior e juros menores.

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O plano também prevê que a dívida fique sem reajuste durante a carência: seis meses para pessoas físicas e um ano para empresas. Nesse período, não haveria cobrança de parcelas, segundo o candidato.

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O argumento econômico é direto: ao aliviar a prestação mensal, sobra renda para consumo, contas básicas ou investimento. Isso pode movimentar comércio e serviços — mas o efeito depende do custo do programa e das regras de acesso.

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A proposta se aproxima do Desenrola 3.0, que prevê até R$ 15 bilhões para compra de dívidas de pessoas físicas. O foco do programa federal são débitos atrasados entre 2 e 4,5 anos, originalmente de até R$ 10 mil.

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Há um ponto-chave: crédito novo pode ajudar alguém a empreender, mas não resolve sozinho a causa do endividamento. Juros altos, renda instável e contratos pouco transparentes precisam entrar na conta para a solução ser duradoura.

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Renegociar dívidas pode dar fôlego imediato a milhões de famílias. O teste decisivo é combinar alívio financeiro com critérios claros, proteção contra abusos e sustentabilidade fiscal — sem transformar uma ajuda necessária em uma nova bola de neve.

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