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Resumo em 10 segundos

⛽ O litro subiu no atual governo, mas o pico foi no anterior. Entenda o que impostos, guerra, dólar e regras da Petrobras têm a ver com isso. 🧵

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⛽ A gasolina chegou a R$ 6,54/litro em 10 de outubro: quase R$ 1,50 acima dos R$ 5,05 de janeiro de 2023, início do Lula III. Mas o maior pico recente foi de R$ 7,28, em maio de 2022, no governo Bolsonaro. O que essa comparação realmente mostra? 🧵

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O preço na bomba não é definido só pelo presidente — nem só pela Petrobras. Ele junta preço do petróleo, dólar, impostos federais e estaduais, mistura obrigatória de etanol, margens de distribuidoras e postos. Comparações honestas precisam separar essas camadas.

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No governo Bolsonaro, a gasolina atingiu mínima de R$ 3,818 em maio de 2020. Não foi uma política estrutural de preço: a pandemia derrubou a circulação e a demanda global por petróleo. Quando a economia reabriu, o cenário mudou radicalmente.

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Em 2022, guerra entre Rússia e Ucrânia elevou o barril de petróleo. Sob a política de paridade de preços internacionais (PPI), altas externas e do dólar eram repassadas com mais rapidez. O resultado foi o recorde de R$ 7,28/litro em maio.

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A principal resposta de Bolsonaro foi limitar o ICMS dos combustíveis a 18%. A medida aliviou preços no curto prazo, mas reduziu receitas estaduais usadas em serviços públicos. Ela também não atacava a vulnerabilidade ao petróleo e ao câmbio internacionais.

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No Lula III, a Petrobras abandonou o repasse automático do PPI e adotou uma estratégia mais ligada às condições brasileiras. Isso pode amortecer choques externos, mas não elimina impostos, oscilações globais nem a margem da cadeia privada até o posto.

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O etanol anidro também entra na conta — e tem um papel ambiental: reduz parte das emissões da gasolina e fortalece uma cadeia produtiva nacional. Ainda assim, transição energética de verdade exige transporte coletivo limpo e acessível, não só trocar componentes do combustível.

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O decreto anunciado em 9 de outubro tenta conter a alta, mas a pergunta central permanece: medidas emergenciais bastam? Preço justo exige transparência na formação de valores, fiscalização de margens e uma política energética que proteja renda sem abandonar clima e serviços públicos.

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