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Resumo em 10 segundos

🌵 Calor extremo, falta d’água e insegurança alimentar não são só dados ambientais: eles chegam ao posto de saúde. O que a ciência do semiárido pode mudar no cuidado?

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O que calor extremo, escassez de água e insegurança alimentar têm a ver com uma consulta no SUS? 🌵🧵 No INSA/MCTI, 64 estudantes e profissionais foram discutir justamente essa conexão: clima não fica do lado de fora da saúde.

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A visita reuniu o GAT4 do PET-Saúde: Clima, parceria entre UEPB e Secretaria de Saúde de Campina Grande. Fisioterapia, Enfermagem, Odontologia, Psicologia, Geografia, Farmácia e Serviço Social: por que formar profissionais sem olhar para o território em que vão atuar?

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Onze pesquisadores do INSA colocaram a pergunta no centro: como desertificação, biodiversidade, recursos hídricos, agroecologia e alimentos afetam o corpo e a vida cotidiana no semiárido? Separar “meio ambiente” de “saúde” ainda faz sentido?

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Quando a água falta, não muda apenas a paisagem. Mudam a higiene, a alimentação, o trabalho, o estresse e o risco de doenças. Quando o calor aperta, quem consegue se proteger — e quem precisa seguir exposto? A resposta exige ciência conectada ao cuidado público.

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O grupo também conheceu tecnologias sociais desenvolvidas pelo INSA para a convivência com a seca. A pergunta importante: soluções testadas com comunidades rurais vão chegar à formação em saúde e às políticas locais na escala necessária?

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A visita terminou no Cactário Guimarães Duque, com o plantio de uma muda nativa e um poema de Patativa do Assaré. Ciência e cultura popular no mesmo espaço: será que ouvir quem vive o semiárido não é parte essencial de produzir conhecimento melhor?

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A ponte entre INSA, UEPB e SUS pode transformar pesquisa em ação concreta. Porque estudar a crise climática é indispensável — mas entender como ela atravessa cada comunidade é o que permite cuidar antes que o problema vire emergência.

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