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Resumo em 10 segundos

Há quase 20 anos, satélites detectaram uma dobra na gravidade da Terra — e a pista pode estar a 2,5 mil km de profundidade 🌍🔭

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Satélites da missão GRACE detectaram uma anomalia gravitacional gigante sobre o Atlântico entre 2006 e 2008 — durou ~2 anos, cobriu milhares de km e parecia vir de dentro da Terra 🌍🧵

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Como eles viram isso? GRACE mede pequenas variações na gravidade observando a distância entre dois satélites. Quando a massa da Terra muda, a separação muda — mesmo centímetros viram sinal. E esse sinal não veio de marés, atmosfera ou oceanos.

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Nova análise sugere uma origem surpreendente: uma transformação mineral a mais de 2.500 km de profundidade, perto da fronteira manto–núcleo. Essa mudança poderia ter deslocado massa suficiente pra distorcer campo gravitacional e também mexer no magnetismo.

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O que é uma "transformação mineral"? Pensa em minerais que, sob pressão/extrema temperatura, mudam de estrutura — tipo um cristal que se reorganiza. Na base do manto isso pode alterar densidade local e liberar ou absorver energia, afetando forças que sentimos lá em cima.

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Isso conecta gravidade e magnetismo de um jeito bem direto: um evento profundo pode causar um pulso magnético breve e também um sinal gravitacional detectável em órbita. Mostra que o interior da Terra é dinâmico e tem efeitos mensuráveis no espaço.

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Além da curiosidade científica, tem lição prática: missões conjuntas (NASA + DLR) e dados abertos foram cruciais pra descobrir isso. Modelos melhores do interior terrestre ajudam desde previsões geofísicas até calibrar satélites e sensoriamento remoto.

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Reflexão final: nosso planeta não é só superfície — processos a milhares de km influencia o ambiente orbital e, indiretamente, tecnologias que usamos todo dia. O que mais ainda vamos descobrir quando olhar com mais satélites e colaboração internacional?

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