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Resumo em 10 segundos

Pesquisas citadas pela Coalizão Ciência e Sociedade mostram como identidade política influencia a confiança na ciência — e por que comunicação pública importa. 🔬

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A confiança na ciência não depende só de evidências ou diplomas: ela também passa por identidade política e sensação de pertencimento. Dados reunidos pela Coalizão Ciência e Sociedade ajudam a explicar esse desafio no Brasil. 🔬🧵

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Em pesquisa de 2019 com 2.206 jovens brasileiros, meio ambiente foi o tema de maior interesse: 80%. Saúde apareceu com 74%, e ciência e tecnologia, com 67%. Ainda assim, 54% disseram que cientistas podem estar “exagerando” sobre mudanças climáticas.

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O contraste é relevante: interesse pelo tema não garante confiança no consenso científico. No caso do clima, décadas de medições mostram aquecimento global e influência humana predominante desde meados do século 20, conforme avaliações do IPCC.

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Um levantamento com 4.262 pessoas no Reino Unido encontrou outro fator decisivo: 63% confiavam em cientistas, mas percebê-los “do lado de pessoas como eu” pesava mais do que considerá-los competentes.

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A divisão política apareceu com força: 71% dos eleitores do Partido Verde britânico disseram sentir que cientistas estavam do seu lado. Entre eleitores do Reform UK, partido da direita radical, o índice foi de 32%.

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No estudo internacional com 72 mil pessoas de 68 países, o Brasil ficou em 21º em confiança nos cientistas. Entre brasileiros, quanto mais à direita a posição declarada, menor a confiança de que pesquisadores atuam pelo interesse público — a queda mais acentuada da amostra.

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O artigo, assinado por 74 cientistas da Coalizão Ciência e Sociedade e publicado na coluna de Bruno Gualano, aponta um desafio: comunicar ciência exige dados claros, escuta e instituições públicas confiáveis. Sem confiança, até evidências robustas perdem alcance social.

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