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Resumo em 10 segundos

📉 Mais do que a eleição, o mercado monitora se Congresso e Executivo terão espaço para aprovar medidas fiscais — sem a economia virar coadjuvante.

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A economia pode perder espaço para a crise institucional no próximo Congresso — e isso preocupa investidores e empresas. 📉🧵 Segundo Solange Srour, do UBS GWM, sem foco político, a agenda fiscal fica mais difícil de avançar.

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Vamos por partes: “agenda fiscal” é o conjunto de medidas que mexe em gastos públicos, receitas, dívida e regras do Orçamento. Ela importa porque influencia juros, inflação, crédito, investimentos e a capacidade do Estado de financiar serviços.

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O ponto central da análise: reformas não acontecem só porque o Congresso é mais alinhado à direita ou à esquerda. Elas dependem de prioridade do governo, negociação política e uma base parlamentar disposta a votar projetos complexos.

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Na leitura da economista, um eventual governo Flávio Bolsonaro poderia ter mais facilidade para articular uma pauta fiscal. Mas isso não seria automático: o Executivo precisaria liderar e transformar intenção em propostas concretas.

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O risco é o tempo político. Anistia ligada aos atos de 8 de janeiro e pedidos de impeachment de ministros do STF podem dominar o início da legislatura. Se isso ocorrer, votações econômicas tendem a ficar em segundo plano.

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E por que isso afeta a vida real? Incerteza institucional costuma elevar a percepção de risco. Com isso, empresas podem adiar investimentos e o crédito pode encarecer — impacto especialmente pesado para pequenos negócios e famílias endividadas.

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A conclusão é menos sobre “agradar o mercado” e mais sobre previsibilidade: equilíbrio fiscal, regras claras e instituições funcionando ajudam a sustentar emprego, investimento e políticas públicas. Sem coordenação, até boas propostas podem parar no Congresso.

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