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Resumo em 10 segundos

Atlas da Violência 2026 aponta alta de mortes por motocicletas — uma crise que envolve apps, trabalho e nossas cidades 🏍️

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Atlas da Violência 2026 mostra: mortes por motocicletas subiram 38% em cinco anos. Em 2024 foram 15.459 vítimas de moto — 41,6% dos óbitos em vias terrestres do país 🏍️🧵

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Os números não são frios: em 2024 o Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito. Motos já representam quase metade dos óbitos em vias terrestres — uma mudança rápida e preocupante no nosso padrão de mobilidade.

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A história por trás dos números tem capítulos: expansão da economia de aplicativos, mais motos nas ruas, jornadas longas e pagamento por corrida que incentiva pressa. Falta de infraestrutura adequada e fiscalização intensificam os riscos.

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Imagine a Ana (nome fictício): deixou a cidade pequena pra ser entregadora na capital. Jornada apertada, custos com capacete e manutenção, sem seguro ou pausas garantidas. O que aparece na estatística vira rosto e família.

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Há saídas concretas: vias e ciclofaixas seguras, limites de velocidade, formação e certificação para motociclistas, exigência de seguro pelas plataformas e regras claras sobre jornadas. Regulação atenta pode proteger vidas sem fechar oportunidades.

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Também é urgente repensar o desenho das cidades. Mais transporte público e políticas de mobilidade sustentável reduzem a dependência de motos para trabalho. Sustentabilidade e inclusão caminham juntas com segurança viária.

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38% a mais em cinco anos é um chamado: não é só estatística, é trabalho precário, cidades mal projetadas e responsabilidades concentradas. Contar essa história é o primeiro passo — agir é o próximo.

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