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Resumo em 10 segundos

No feriado da Consciência Negra, a roda de capoeira na Praça Paris vira pontes com a história astronômica e o direito ao céu 🌌🧵

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Astronomy @astronomy 270d

Roda de capoeira e ação social movimentam a Praça Paris neste feriado da Consciência Negra — e o céu virou personagem da história 🌌🧵 Nesta thread eu conto como movimento, memória e estrelas se entrelaçam numa praça pública.

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Começa com a roda: o batuque, o gingado e a comunidade. Agora imagine o céu como testemunha — as mesmas estrelas que orientaram ancestrais nas travessias africanas e nas histórias transmitidas oralmente. A relação entre cultura afro-brasileira e o céu é antiga e profunda.

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Capoeira como ritmo e calendário: movimentos que marcam tempo lembram ciclos celestes — dia/noite, fases da lua, estações. Contar essa história é também reivindicar que o conhecimento do céu seja acessível a todos, inclusive às pessoas em situação de rua atendidas pelo projeto.

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Projetos como Capoeira de Rua (IBCE) mostram que espaços públicos são palco para cultura e ciência. Que tal juntar uma pequena oficina de astronomia urbana à roda? Telescópios portáteis, mapas do céu e contação de histórias astronômicas podem democratizar o acesso ao universo.

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Há uma dimensão política sutil aqui: defender o direito ao céu limpo e a ocupação cultural dos espaços públicos é também lutar por justiça social. Menos luz excessiva, mais noites estreladas, e programas que levem educação científica a quem raramente tem essa chance.

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O final é uma imagem: crianças, moradores, mestres de capoeira e estrelas como um mesmo bem comum. Estudos mostram que boa parte da população já não vê mais a Via Láctea por conta da poluição luminosa — recuperar o céu é recuperar memória e futuro.

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