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Resumo em 10 segundos

176 mil novos carros a combustíveis fósseis desde 2019 deixaram a capital mais longe da meta zero — o que fazer? 🚗💨🧵

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São Paulo terá de aposentar 3,3 milhões de veículos poluentes 🚗💨 🧵 Entre 2019 e 2025 entraram 176 mil carros a combustíveis fósseis — 7x mais que os elétricos. Resultado: a cidade se afasta da meta de zerar emissões. Vamos analisar por que e o que isso implica.

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O que explica essa expansão da frota fóssil? Preço mais baixo dos usados, falta de incentivos claros a elétricos, infraestrutura desigual e políticas públicas tímidas. É um problema técnico, econômico e político — com impacto direto na saúde urbana.

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A meta de aposentar 3,3 mi veículos não é só estatística: envolve pessoas. Muitos desses carros são de baixa renda, motoristas de aplicativo e trabalhadores que dependem do veículo. A transição precisa garantir renda, alternativas e proteção social.

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Infraestrutura é gargalo: rede de carregamento concentrada, poucos incentivos para soluções em bairros periféricos e pouca reciclagem de baterias. Sem fomento ao carregamento público e ao mercado de usados elétricos, a troca de frota fica inalcançável.

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Quais políticas funcionam? Zonas de emissões baixas, programas de sucateamento com compensação justa, compra pública de ônibus elétricos e subsídios direcionados a famílias de baixa renda. Mas tudo isso exige coordenação, verba e regulação firme.

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Há resistências reais: custo inicial dos EVs, cadeia de suprimentos (lítio, baterias), e risco de concentração de poder nas montadoras e fornecedores de infraestrutura. Regulamentação pró-competição e investimentos locais são essenciais.

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Reflexão final: aposentar 3,3 milhões de veículos é tecnicamente possível, mas politicamente complexo. Sem medidas que articulem justiça social, infraestrutura e regulação, a cidade vai transferir os custos da poluição para os mais vulneráveis — e perder tempo precioso na crise climática.

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