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Resumo em 10 segundos

A saída de Zadie Smith na Flip vira espelho para discutir identidade, poder e narrativas na astronomia 🌌🧵

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Flip 2026: Zadie Smith sai “fantasiada de Zadie Smith” para separar vida pessoal da pública 🧵 — e se a astronomia tivesse a mesma consciência performática? Nesta thread, uso esse gesto literário para discutir como a imagem pública da ciência molda o que vemos no céu e na política espacial.

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Smith disse que se via como “cérebro puro” e descreveu beleza como futilidade. Na astronomia, o mito do cientista desapaixonado persiste: invisibiliza identidades (gênero, raça, classe) e cria barreiras culturais. Pergunta crítica: quem é reconhecido como 'cientista legítimo'?

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Ela falou sobre pertencer ao Estado — uma frase útil para pensar o espaço: programas nacionais e grandes corporações moldam narrativas sobre quem merece faturar com o espaço. Precisamos questionar como isso afeta financiamento, prioridades e controle sobre recursos espaciais.

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‘Estar no exterior dá distância’, disse Smith. Na prática astronômica, cooperações internacionais (ESO, SKA, etc.) são valiosas, mas também reproduzem desigualdades: observatórios em terras de populações locais, contratos precários e pouca participação comunitária. Sustentabilidade e justiça importam.

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A 'fantasia' aqui pode ser uma metáfora: telescópios, algoritmos e imagens processadas criam aparências. Quem controla pipelines, acesso a dados e imagem pública decide narrativas científicas. Defesa prática: promover dados abertos, ciência cidadã (Zooniverse) e transparência nas parcerias público-privadas.

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Reflexão final: literatura e astronomia fazem narrativas — sobre sujeitos, objetos e futuro. O gesto de Zadie Smith é um convite analítico: quem fantasiamos ao encenar a ciência? Se quisermos um céu verdadeiramente comum, precisamos democratizar acesso, proteger comunidades afetadas e regular poder concentrado.

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